Brasil X realidade 

Sou Fleury, estudante de medicina na UFRJ. Cheguei no Brasil em 2011 através de um programa de convênio entre o governo brasileiro e o governo do meu país.Fora do Brasil, temos a visão de um país onde os negros têm acesso a todos os patamares. Chegando aqui, a realidade é completamente outra.

Eu me lembro que quando eu dizia que eu sou do Togo, as pessoas me perguntavam: o que é isso? Outros ainda perguntavam: fica em qual país da Angola? É o Congo? Eu dizia “não, é o Togo”, e tem infelizes que respondiam – “é tudo a mesma coisa”. A minha resposta era: então Argentina e Brasil é tudo a mesma coisa. O que mais me surpreendeu foi o dia que eu estava no ponto de ônibus na ilha do fundão e parou um carro na minha frente, e os alunos que estavam dentro do carro, e vestiam camisas da “engenharia UFRJ”, gritaram para mim: volta para o seu país, angolano. Eu fiquei triste mas não por mim, por eles. Fiquei me perguntando como alguém consegue passar para o curso de engenharia e não sabe que ser preto com cara de estrangeiro, não quer dizer ser angolano. Eu fui entender esse pensamento defeituoso um tempo depois: a imagem de que a África é um país, não um continente que tem 54 países. Outra coisa a mencionar é a história da África aqui vendida de pobreza e de miséria.

Dá para contar os negros na faculdade de medicina:

Em 2011( ano em que eu fazia curso de português para estrangeiros), eu disse para um amigo que iria começar a faculdade de medicina em 2012, ele me disse: você sabe que você seria praticamente o único negro da sua sala? Eu disse: como assim?

Realmente em 2012, quando entrei na faculdade, dava para contar os negros na faculdade.

Confesso que antes de entrar na faculdade, eu era contra o sistema de cota, mas devido à realidade vivenciada dentro da faculdade de medicina isso mudou. Um certo dia no ano de 2012, eu estava sentado em um banco no campo de Santana, eu vi uma mãe dando banho no seu filho nas lagoazinhas do parque, e depois lhe colocou o uniforme da escola. É óbvio que essa criança não tem as mesmas oportunidades que outras crianças que estudam em um colégio particular, volta para casa no almoço, descansa, come e volta para a escola. É muito importante o sistema de cota numa perspectiva de mudar a história, a situação financeira de muitos negros, indigenas, porém vemos que o sistema sofre muitas fraudes. A justificativa dos fraudadores do sistema de cota é a ” autodeclaração”.Tem que ficar escuro para todo mundo que não é negro quem quer mas realmente quem tem o fenótipo. Umas das justificativas, por exemplo, é “ ahh eu sou branco mas meu tataravô é negro”. Não importa! Ter sangue negro na sua família não quer dizer que você com todo o fenótipo caucasiano seja negro.

É importante ressaltar que tendo uma gota de sangue preto na árvore genealógica não faz a pessoa ser negro, senão seria como se a gente partisse da lógica que o sangue negro fosse sujo. ( referência a” one-drop role” regra de uma gota” lei racista utilizada ainda hoje por alguns americanos). Eu sou um exemplo, meu sobrenome é Johnson, porque sou descendente distante de um inglês branco, e isso faz de mim um branco?! Repense. Quem sofre racismo nas ruas é o negro, quem sempre é o primeiro suspeito de roubo é o negro, não é você que se autodeclarou sem ter nem o fenótipo da raça negra, e que acha o lábio grosso feio.

Um dia eu fui procurar estágio em um hospital e disse:

– ” sou estudante de medicina e marquei para conversar com o Dr fulano hoje por causa do estágio”. – A mulher branca que me atendeu me perguntou: você quer estágio para aluno de fisioterapia? – Eu disse não, estágio para aluno de medicina – Ela repetiu de novo: estágio para alunos de fisioterapia?

Alguém sabe a semelhança entre as duas palavras? Porque eu não vejo.

Outra caso que aconteceu é que no sexto período da faculdade, eu examinava uma paciente todos os dias, pois era responsável junto com outro colega pelo leito em que ela estava. E sempre que eu chegava para examinar, eram vários xingamentos e ela me pedia para chamar o médico. Eu achava que era porque eu sou estudante, até que, um dia, eu cheguei quando ela estava sendo examinada por uma enfermeira branca, e ela disse: o enfermeiro chegou. A enfermeira lhe disse que eu que era o médico e ela a enfermeira. Entendi então o porque ela me pedia para chamar o médico.

Esses são alguns casos entres tantos outros que aconteceram comigo e com outros estudantes de medicina negros, como o caso da Suzane Pereira da Silva, estudante de medicina da universidade Santa Marcelina em São Paulo. A suzane ao postar uma foto segurando um cartaz escrito  » A casa grande surta  quando a senzala vira médica » foi agredida por uma médica que disse: você acha que vai entrar no hospital com esse cabelo?



Descobri que o padrão de beleza no mundo era ser loiro de olhos azuis:

Em 2012 uma amiga me perguntou se eu sabia qual o estado padrão de beleza no Brasil.

Eu pensei: a Bahia tem mais negros, logicamente é a Bahia. Ela disse “não”, e então chutei o Rio de Janeiro, pois após a Bahia é o estado com maior número de negros. Ela respondeu “não. É o Rio grande do Sul e Florianópolis SC”, e ela emendou ainda : é padrão de beleza no mundo inteiro.

Fiz-me uns questionamentos como: será que é mesmo? Em que mundo eu vivia e não sabia disso?

As crianças nas escolas sofrem agressões psicológicas como: seu cabelo é ruim( outra coisa que eu me espantei quando eu ouvi,o cabelo é ruim porque é crespo?).

Devemos entender que esse padrão de beleza é só europeu e foi imposto para a maioria do países do mundo. E não nada universal porque eu já visitei 7 países da África e tenho certeza que na África negra, o padrão de beleza é outro. É bonito ter cabelo crespo, enrolado, lábios e nariz grande.

Tem realmente graça no olho verde ou azul e cabelo liso? Será que quem nasceu num país onde o padrão de beleza é igual ao do Brasil acaba achando bonito porque desde pequeno ouvia falar disso? Na África valorizamos a diversidade e cada povo tem a sua beleza. Assim como negro é bonito e o branco também.

 Ano passado a estudante de medicina da UERJ Mirna Moreira e outras pretas foram agredidas em  uma rede social quando participaram de um concurso de beleza por algumas pessoas que se acham superiores ou melhores. Não podemos dizer que o racismo não existe que é coisa da cabeça do negro.


Falar : Elx é negrx mas eu acho elx bonitx, também é racismo!!!  


Os relacionamentos afroafetivos são uma forma de resistência, de luta porque desafia esse padrão de beleza estabelecido, pelo fato dos negros se relacionarem entre si.

Um negro e uma negra com ensino superior se casando e construindo uma família, dariam oportunidade aos filhos de ingressar à universidade também. Isso aos poucos começaria a mudar a imagem da sociedade brasileira. Isso é importante para que o policial ao ver um preto não pense logo que é um bandido.

Fui parado um dia frio às 19h. O policial me disse que me parou porque ele tem implicância com o tipo de casaco que eu estava usando, uma falta de respeito. Duvido que se eu fosse branco e loiro, ele teria me parado porque tem implicância com meu casaco.

Aqui em casa meus amigos(todos pretos) falaram para a gente ir até para o mercado arrumado. A primeira vez que fui desarrumado, uma mulher que estava na minha frente atravessou a rua rapidamente. Depois que ela percebeu que entrei no mercado, ela também entrou e foi puxar assunto comigo porque percebeu que eu estava indo só comprar. Ela percebeu então pelo meu sotaque que eu sou estrangeiro e se animou em conversar mais. Imagina o que passa o negro pobre da favela.

Nós negros do continente africano não devemos achar que a luta pela igualdade racial é só dos negros brasileiros, porque quando estamos calados, andando na rua, sofremos preconceito até abrir a boca e falar com sotaque.

Um canal de televisão disse que a nova série que está passando no seu canal que tem como protagonistas um casal negro tem como objetivo de mostrar aos telespectadores um casal negro poderoso. Na série o casal canta, nada novo de baixo do sol. Todos nós sabemos que a música e futebol sempre foram um meio de ascendência do negro no Brasil. Por quê não se inspirar na nova onda? Novos médicos e engenheiros pretos? Não seria mais inspirador? Não faria sonhar aquele jovem negro que sonha em ser médico, mas acha que não pode porque nunca viu um médico negro? Não faria Refletir aquela mulher que me disse na academia que eu não tenho cara de médico mas de pagodeiro quando ficou sabendo que eu estudava medicina?

É claro que o Brasil tem mais infraestruturas que o meu país até porque é a 7o economia do mundo, mas eu não quero ficar em um país onde o cabelo dos meus filhos seria motivo de piada na sala de aula( isso é expor a criança à agressões psicologicas), num país onde meus filhos seriam considerados como potenciais bandidos, onde quando eu estaria dentro do meu carro, posso ser parado achando que eu roubei o carro.

Poder ao povo Preto

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70 réflexions au sujet de « Brasil X realidade  »

  1. Oi Flor!!
    Adorei seu texto!! Concordo plenamente com tudo que você colocou e acrescento sob as palavras da Luislinda Dias que deveriam ter cotas não só para o ingresso nas faculdades mas também dentro de cargos do judiciário na justiça brasileira.

    Sobre essa questão da autodeclaração, é realmente complicado pq sempre faz esbarrar no « O que é ser negro? » e no « Que é ser branco? » eu mesma não me sinto confortável pra me declarar nem um e nem outro. Tenho descendência branca, negra e indígena – tenho mais traços de branca do que de negra, mas meu cabelo não é liso também, não me sinto « branca » mas sei bem do racismo que eu não sofro.

    Apesar de achar essa questão complicada eu entendo quando você diz que uma gota de sangue negro não te torna negro. Isso quer dizer que isso não te fecha portas dentro da sociedade racista que vivemos. Ninguém vai atravessar a rua pq eu vou passar, ou vai dizer que eu deveria « aprender a fazer feijoada na casa dos brancos » (como disse um dos professores da Luislinda quando ela ainda era criança) e tão pouco vai dizer que apesar de tudo eu « sou uma negra bonita » invés de « uma mulher bonita ». Precisamos, sim, de um sistema de cotas mais eficiente e não somente nas universidades mas nos cargos públicos de modo geral! Só assim pra tentar amenizar os danos dessa sociedade escravocrata e racista que vivemos.

    Aimé par 1 personne

  2. Parabéns por essa reflexão.
    Sou de Moçambique e estudei em Portugal, onde também vi e vivi o racismo.

    Acho muito importante enquanto negros termos essa conversa, pois de facto existem experiências que são apenas de africanos e outras de afro-descendentes, no entanto, a causa é uma só. O reconhecimento da nossa negritude e o nosso orgulho nessa negritude, na nossa História e conquistas é de todos nós.

    Muito, muito obrigada pelo desabafo.

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      1. Bom dia, Fleury Johnson! Sou Claudiane, brasileira, negra, carioca e hoje atuo como Perito Criminal do Rio de Janeiro. Fiquei muito emocionada e ao mesmo tempo envergonhada com o seu texto, uma vez que como brasileira tenho que admitir que tais atitudes ainda são muito vivas em nossa sociedade. Para ilustrar quero expor a você que fui a única negra no tempo em que fiz graduação, a única do corpo de mestrado e a única de minha função. Você não sabe o quanto é duro e desgastante ser negro aqui.
        Todos nós que temos consciência racial e igualitária desejamos a África. Pois, queremos os semelhantes na mesma esfera. Porém, faço um apelo se possível: – Após seu período de residência… Fique no Brasil um tempo! Mostre a esta hipócrita sociedade, que tem como pilar o eurocentrismo, o talento de nossa raça. Precisamos de mais adeptos à luta, pois esta sociedade conforme brilhantemente escrito em texto faz questão de a cada dia excluir os negros oriundos das favelas.
        Muita luz a você e sucesso na caminhada.

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      2. Uma reflexão sobre o negro na sociedade, entendo, pois, quando me relacionei com um, os outros ficavam jogando piadinhas, os olhares perplexos, porque uma branca estava com um negro.
        Espero que seu texto germine!

        Bjus

        Josy

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  3. Bom dia! Sou Ricardo e sou filho de pai branco (policial militar)com mãe negra(neta de uma escrava alforriada) de uma família pobre. Por ter mais traços negros apesar de ter a pele mais clara, sofri muito preconceito na escola quando pequeno e durante a minha vida toda no local onde moro (Porto Alegre- RS). Li a matéria e lembro muito bem das humilhações a que fui submetido e isso é muito triste, e só quem passou é que pode falar sobre o assunto. Por tudo isso, não tive oportunidade de estudar e só tive sub empregos. Mas com bom negrinho que sou não desesti. Estudei e trabalhei a minha vida toda com muitos contratempos e hoje com quase 50 anos e sem precisar usar as cotas estou terminando a faculdade de educação física na UFRGS, e lá sofro mais um preconceito, o de ser velho além de negro. Ao entrar na sala de aula os meus colegas quando é para formar um grupo difícilmente formam comigo, sempre sou a última opção. É! Parece que estou mesmo destinado a sofrer preconceito. Quero deixar aqui além do meu desabafo os parabéns pela matéria, e dizer a todos não só negros, velhos ou pobres e com qualquer outra condição que a alma não tem cor, e que continuem lutando para que um dia essa espécie( preconceituosa) seja uma minoria entre nós.

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  4. Não concordo cm tudo isso não.
    Voce ta me dizendo que o branco que mora na favela, teve a mesma vida sofrida que o colega da casa do lado que eh negro, tem que se virar pra passar pra Universidade sem sistema de cota, já o colega por ser negro pode ter o benefício? Não acha que isso eh racismo tb não? Racismo não eh algo somente co ntra negro. Racismo eh algo contra uma raça, deve negro, índio, muçulmano, chinês, etc… você em alguns momentos do texto prega uma Cultura racista contra C aucasianos. Defendo cota na Universidade para pessoas em situação e carência, independente de cor de pele.

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    1. Realmente querido defensor caucasiano, por favor leia mais, estude mais, informe-se e forme-se. Então, nenhum momento do texto acima e nem de nenhum outro texto que critique a cultura de naturalizoação do racismo no Brasil, poderia ser colocado um racismo ao contrário. Porque pelo conceito de racismo, resumidamente, se entende como supremacia de uma raça sobre a outra. E historicamente, a única raça que se colocou de forma injustificada e fraudada como superior a outras, foi a caucásica, inclusive se utilizando de falsos artifícios científicos e religiosos para justificar suas atrocidades sobre povos não caucasianos. No Brasil, indígenas e africanos (de África ou do sequestro histórico). A política de COTAS RACIAIS nada mais é do que uma pequena ação afirmativa, e digo pequena quando comparamos com o gigantesco atraso ao qual foi submetida a população oriunda de África cá nessa terra. Fomos despojados dos nossos nomes, cultura, identidade. Nada mais justo do que o retorno para a dignidade através dos estudos. Em 1938 os filhos de fazendeiros estudavam em universidades públicas através da política de cotas, pela Lei do Gado. Leia a respeito. Cotas já existem aqui há muito tempo, só estavam direcionadas a manter a supremacia branca e manutenção dos privilégios racistas dessa sociedade brasileira. Cotas é muito pouco, vocês nos devem até a alma…

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      1. Esse seu discurso de ódio só faz piorar a situacão.
        Sou branco « com avô negro » mas não lhe devo nada. Desde quando os viventes devem pagar pelos erros de seus antepassados?? Fosse assim, nenhum ser humano mereceria viver, tendo em vista as atrocidades cometidas no passado por indivíduos de todas as cores e orígens possíveis.
        Seu discurso não me parece muito diferente do daqueles que você mais despreza.

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      2. Estude você amiga, pois o que disse é uma inverdade enorme. Brancos supremacistas como única narrativa de opressão racial da história simplesmente não é verdade e não é preciso nem sequer se aprofundar muito na história do mundo pra saber disso.

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      3. Rafael, talvez você pessoalmente não tenha que pagar pelo seus antepassados. Porém o Brasil assim como muitos países que usufruíram do sistema escravagista que tirou vantagem da opressão de um grupe étnico devem fazer justiça e por isso eu concordo com o sistema de cotas. Claro que todos em uma sociedade devem ser ajudados, claro que também existem pobres brancos. Mas a questão do racismo aos negros vai alem da condição socio-historica. Ser negro e ser associado com ladroes (e porque tantos ladroes são de cor negra? Porque não lhes foi dado nenhuma oportunidade). Eu mesmo sendo de classe media e estudado em colégios particulares, tive que aguentar piadas toda a vida. Lembro quando tinha 12 anos durante a aula de natação uma equipe de TV veio nos filmar. A escola estava fazendo um comercial e queria mostrar uma imagem de um aluno nadando. O professor disse, « quem nadar mais rápido sera o escolhido para aparecer no comercial. » Eu nadei com toda a força e cheguei primeiro. A diretora que estava lá, chamou o professor e falou algo com ele. Logo em seguida ele veio e escolheu o aluno branco de olhos azuis. Claro que a culpa não foi daquele menino branco, porém o fato de ser branco lhe deu o privilegio de ser associado com o tipo de alunos que eles queriam para aquela escola, e não outros alunos que parecerem comigo. É uma pena que a raiz cultural do nosso povo Brasileiro tem muito da cultura negra que nos fazem populares no mundo inteiro (samba, capoeira, feijoada) mesmo assim, o nosso sistema desvaloriza o povo negro e muitas pessoas ainda acham errado que os negros reivindiquem os seus direitos. O Brasil tem que continuar o sistema de cotas ate que o nível de igualdade social tenha se equilibrado! Parabéns pelo texto Fleury, boa sorte e sucesso em sua carreira.

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    2. Você é um burro, escondendo seu racismo em cima desse seu discurso bosta. Se você estivesse tão preocupado com cotas, devia saber da existência das cotas socias. Vai ter negro na universidade pública, vai ter negro em cargo público e você pode chorar o quanto quiser.

      Aimé par 1 personne

  5. Enquanto o mundo não aprender que só existe uma raça, ficaremos nessa situação de desrespeito, como falei, não existe RAÇA NEGRA, BRANCA, INDÍGENA etc, só existe a RAÇA HUMANA, o resto é criação da necessidade de se sentir superior.

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    1. Sei da boa intenção amigo, mas, como biólogo, me sinto no direito à correção. Não existe « raça humana », o que existe é espécie humana. E não há fundamentação biológica para a divisão da espécie humana em raças. Somos todos uma única espécie, diversificada em suas diferentes etnias.

      Excelente o texto, Fleury. Fiz universidade quando estavam ainda implementando o sistema de cotas. Após 4 anos de pós graduação na USP, onde não há cotas, retornei para universidade onde fiz minha graduação e que foi uma das primeiras a implementar cotas raciais e sociais. É de encher os olhos dágua entrar numa sala de aula de odontologia e farmácia e ver que negros e jovens de classes sociais menos favorecidas finalmente estão tendo acesso a cursos majoritariamente formados por estudantes brancos.

      Aimé par 1 personne

  6. Olá Fleury, tudo bem?? Meu nome é Fernando e eu sou estudante de Engenharia na Universidade Veiga de Almeida em Cabo Frio – RJ. Eu li todo seu post e estava comentando um texto enorme até dar erro aqui e perder tudo rsrsrs. Eu estive durante uns 7 meses no fundão em 2012, e notei certas coisas nesse tempo lá. Não moro na capital, então notei algumas coisas diferentes em relação ao interior. Gostaria de trocar algumas ideias com você, conversar um pouco. Você tem email?

    Um abraço e parabéns pelo texto!!

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  7. Bom dia, muito bom o texto.

    Eu estava justamente pensando sobre as cotas esses dias. Antes eu pensava que as cotas serviam para compensar a baixa qualidade do ensino básico público e que só seriam úteis como uma medida provisória enquanto a escola pública é melhorada (acho que muita gente pensa assim). Esse pensamento leva muita gente a pensar que as cotas servem para colocar na universidade quem não teria condições intelectuais para entrar sozinho e por isso tanta hostilidade e críticas com relação às cotas. Entretanto, são dois problemas distintos que se misturam, uma coisa é a educação básica pública ser ruim e não preparar os estudantes adequadamente para entrar nas universidades, estudantes que, infelizmente, por questões históricas, em sua maioria são negros. Outra coisa são cotas que servem não para suprir um déficit no ensino, mas para garantir a presença dos negros em todos os papeis da sociedade, que sim é extremamente importante, é uma divida que a sociedade tem que só se encerrará quando esses espaços forem conquistados. Uma boa forma de visualizar isso é imaginar uma situação em que o ensino básico público no Brasil fosse bom e todos os estudantes tivessem o mesmo preparo para entra na universidade. Nessa situação, as cotas ainda seriam importantes e teriam claramente o papel de garantir a presença do negro em todos os papeis da sociedade.

    Eu sou branca e agora sou a favor das cotas não só para os estudantes negros de escolas públicas para para os estudantes negros de escolas privadas também. E claro que para isso dar realmente certo e vencer todos os preconceitos é fundamental que um ensino básico de qualidade seja oferecidos a todos.

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    1. Sua história de vida me tocou profundamente..tenho vergonha -mais uma vez- de ser brasileira. Realmente somos assim : preconceituosos por natureza. Nós nos boicotamos quando não valorizamos nossas raízes, nosso VERDADEIRO povo , e sim, modelos impostos.
      Torço, luto, educo-o para que meu filho não seja um futuro acusador e ofensor de alguém que simplesmente tenha uma cor diferente da dele.
      Que vc seja muito bem sucedido em sua vida e possa viver em um país onde seus filhos e família sejam realmente respeitados.
      Karine AC

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  8. Com relação à Africa ser vista como um país, pra mim não é nem preconceito, é burrice mesmo. É uma tristeza o que fazem com as aulas de história do Brasil, a gente mal conhece a história da América Latina, quanto mais da África… só Europa e Estados Unidos.

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  9. Olá, adorei o texto e aprendi um bocado aqui, me sinto um pouco triste porque a humanidade esta cada vez mais desumana, sempre existe um grupo que se considera melhor do que os outros, enfim fui casada com o melhor homem do mundo, tenho um filho desse relacionamento e o nosso único pecado foi nossa diferença de cor, sofremos muito racismo, e demorei muito para entender essa questão cultural e absurda que vivemos. Grande abraço.

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  10. Esse discurso « SÓ EXISTE UMA RAÇA, A RAÇA HUMANA » é o discurso mais idiota q já ouvi.
    É óbvio q exitem várias raças e q bom q exitem. Negar a existência de raças, de cores, mostra o qto o mundo precisa de subterfúgios p justificar o injustificável, o racismo. Tem sim raças e cores e todas elas são lindas. Ao reconhecermos as diferenças damos um passo para acabar c as diferenças sociais.

    Aimé par 1 personne

    1. Desculpe falar, mas… realmente, raça é somente uma, HUMANA, mas ela tem várias cores, bom, desculpa, não quero entrar em discussão sobre isso, pois tenho uma filha branca e a outra negra, sem preconceitos com nada.

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  11. Bom Dia!!! Fleury, amei o seu texto e vou compartilhá-lo. Excelente reflexão de um negro estrangeiro. Pena que os negros daqui não possuem essa conscientização. Gostaria muito de conhecê-lo. Meu nome é Janice, tenho 40 anos e minha mãe com 78 anos foi cozinheira, doméstica e eu ainda continuo na luta por condições sociais melhores. Eu sempre alertei meu sobrinho sobre racismo, toda a forma de discriminação, ele sempre andava com os familiares e mais velhos responsáveis. A partir do momento em que ele fez 15 anos e como a se deslocar sozinho, sentiu na pela toda forma de discriminação, foi forte demais, pois sofremos junto com ele…já foi parado pela polícia, já ficaram olhando para ele dentro do ônibus, achando que ele era ladrão, já teve mulher apertando o passo na rua, achando que ele era suspeito…isso foi uma pancada forte, pois ele só ouvia falar, teve que sentir na pele…me deu uma pena…aos 15 anos ele desabafou no facebook que não era faço ser negro, que só ele sabia o que passava…o que pude fazer era incentivá-lo a estudar cada vez mais para mudar a imagem que negro é favelado, ladrão e tudo o de ruim que aparecer…é muito triste porque dói, mexe com a autoestima e com a falta de perspectivas. Um excelente domingo para você e qualquer coisa, vamos fazer um debate para os jovens do subúrbio da Penha aqui no Rio de Janeiro, eles precisam de exemplos e muito muito incentivos. Abraços, Janice Jesus de Lemos

    Aimé par 1 personne

    1. Olá Janice.
      Muito obrigado
      Realmente é muito triste esse racismo gritante no Brasil. Espero contribuir com o pouco que eu puder.
      Eu topo em participar do debate e posso levar outros amigos negros brasileiros e africanos que estudam medicina também ou outros cursos como engenharia.
      É muito importante incentivar. Eu fazia esse trabalho em 2012 ate 2013. Hoje eu não o faço diretamente mas eu tenho certeza que quando sempre que uso jaleco, é uma criança, um jovem que faço sonhar.
      Ótimo domingo para você também. Grande Abraço…

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      1. Fleury, obrigada pelo retorno. Amei…Muito boa essa troca de mensagens. Nós, Os Cariocas, somos conhecidos pela simpatia e pelas « promessas » não cumpridas, rsrs… mas espero conhecê-lo… Agora (julho a dezembro) será um período de estudos intensos pra mim e muito complicado marcar algo e combinar com as pessoas que quero e acho necessário que ouçam você… Então, vamos nos encontrar em dezembro/2016? Antes do natal?… Creio que dará tempo de nos organizarmos e você fazer os seus contatos também. Espero, sinceramente, concretizar esse encontro para proporcionar sonhos e criar perspectivas na nossa juventude aqui da Penha e do subúrbio do Rio… Parabéns pelo texto, pela iniciativa, pelas ideias…amei de verdade. Bom domingo. Abraços, Janice.

        Aimé par 1 personne

      2. Hahhaah isso é vdd.
        Mas espero que a gente possa levar esse projeto pra frente. É muito importante.
        Muitoo obrigado
        Bom domingo para você tbem.
        A gente mantém o contato

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  12. Essa história não começou agora. Há um pouco mais de 500 anos atrás africanos vieram para o Brasil de forma forçada. Abriram as matas, construiram os prédios, lavraram a terra, retirararam minérios, embalaram bebês, prepararam a comida, trabalharam duro nos campos e casa grande da vida. Alguns fugiram, mas nunca mais puderam voltar para a África. A história triste durou uns 400 anos. O tráfico escravista acabou. A relação com a África também. Poucos « negros brasileiros » – ainda sem cidadania conseguiram voltar para o continente africano. Uns 70 a 100 anos se passaram. A África mudou. Ela lutou contra os colonizadores, fizeram universidades, escolas, participaram de movimentos de libertação, dinamizaram a sua cultura e transformaram o continente africano. Os brancos, principais culpados dessas atrocidades seculares, não quiseram sair com base no diálogo e, por isso, muitas vezes tiveram que se usar a força. O mundo mudou, as relações mudaram. A África ficou diferente após a presença branca. Muitos africanos que durante milênios, séculos nunca tiveram vontade de sair do continente mais abundante de recursos da face da Terra, resolveram buscar novos horizontes. Foram estudar e trabalhar na Europa, Estados Unidos, Ásia, Oceania e também Brasil.

    Na década de 1960 o governo brasileiro fez um programa para que estudantes brasileiros pudessem estudar no Brasil. O contato voltou. Africanos viriam voluntariamente, só que dessa vez para os quadros superiores. Vieram para estudar engenharia, medicina, direito, arquitetura, administração, entre outros cursos, restritos à elite branca e aí ficou mais latente o racismo perpetrado contra os pretos brasileiros. O preconceito contra os cidadãos negros do Brasil passou a ser também para os estrangeiros africanos, latino-americanos e caribenhos. Só por causa de um motivo: a cor da pele. Quanto mais escuro você for, maior a incidência desse preconceito, que podemos considerar com racismo, mas que as normas legais brasileira insistem em dizer que é apenas « injúria racial », como se o que mais incomodasse os negros fossem o insulto. O maior incômodo dos negros brasileiros é com a falta de oportunidades, que os deixa na mais baixa hierarquia social. Ler o relato do Fleury Johnson leva a grandes reflexões, pois nota-se que a sua cor de pele é determinante para definir as suas oportunidades. Espero que o Brasil possa melhorar cada vez mais, porém o protagonismo propositivo dos negros é necessário para que isso possa se efetivar. A quantidade de brancos que tomam as dores dos negros é infinitamente menor do que a quantidade de brancos que querem nos oprimir.

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  13. Ótimo texto.
    Estudantes de Medicina são racistas em sua esmagadora maioria é não apoiam as cotas, portanto a saúde no Brasil se faz racista e para a elite.
    Mas gosto muito mesmo é do seu desabafo q diz q não adianta sermos a sétima economia do mundo, se tratarmos os negros como inferior, aliás 51% se declara negro, como pode então tanto racismo? Precisamos de muita Educação mesmo.

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  14. Quanta repetição de baboseira de racistas brasileiros! Vitimismo e distorção dos fatos! Somos um país de gente miscigenada, onde primos que enfrentam as mesmas dificuldades são diferenciados pela quantidade de melanina em exame subjetivo! Abaixo as cotas! Meritocracia já!

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  15. Bom dia Fleury e todos os leitores deste artigo,

    Meu nome é Gabriela e sou moçambicana. Estou no Brasil há um ano e 4 meses e confesso que que senti preconceito por ser negra pela primeira vez aqui no Brasil. Na minha família lá em Moçambique há brancos e sempre tivemos bom convívio, nunca houveram casos de racismo ou preconceito, porque não permitimos que a cor da nossa pele determinasse nosso relacionamento como seres humanos. Nunca senti vergonha de ser negra e me aceito como tal. Não gosto que chamem « de cor » ou « morena », porque sou negra e não tenho vergonha.
    Inicialmente fiquei triste, porque trabalho com brasileiros há 14 anos em Moçambique, e não esperava por isso, principalmente na Bahia, onde senti maior preconceito por ser « africana » como eles dizem e me olhavam de cima pra baixo; muitas vezes me senti mal por perceber que a cor da pele é determina aceitação ou negação aqui no Brasil.
    Sou missionária e psicóloga e infelizmente essa é a realidade brasileira. Recentemente passei por uma experiência engraçada, quando fui a uma padaria comprar pão em São Caetano do Sul – Sp onde moro; a moça que atende notou que meu sotaque não é brasileiro e perguntou se eu era do Haiti, ao que respondi negativamente, então ela perguntou de onde eu era e eu lhe disse que era de Moçambique, e para meu espanto ela perguntou: « em que lugar da Bahia fica Moçambique? ».
    Diante de essas situações relatadas e muitas outras percebo sim que as coisas precisam mudar para melhor, mas eu como estrangeira posso até contribuir, só que quem tem que tomar iniciativa são os negros brasileiros. Espero que as coisas melhorem no Brasil e que os negros brasileiros um dia possam ter igualdade de direitos como todos os cidadãos de outras raças, como cidadãos brasileiros e não por causa da cor da pela.

    Forte abraço

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  16. Parabens Fleury Johnson pelo texto! Acredito ser mto importante levar esse debate nas comunidades e nas escolas. No q precisar conte comigo!

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  17. Quem tem boca fala o que quer e escuta quem tem juízo. Acho quem comete racismo deve ser punido. Os afro-descendentes ( não sei o termo correto, mas os negros no geral) não absorvam esses tipos de conteúdos porque você sabem que são conteúdos mediocres e sem fundamento. Vocês são maravilhosos assim como todas as outras culturas cada uma com a sua beleza. A justiça deve ser feita, mas quando escurem isso faça o que se tem que fazer e percebam que quem comete racismo é palhaço de si mesmo. Vocês sabem que são igual a todos. O que quero dizer é que não se absorvam o racismo para dentro de si. Se amem cada vez mais. Sejam fortes porque ainda existem muita gente desse tipo e até isso se resolver vai demorar séculos.

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  18. O brasileiro adora cantar que esse é um país livre onde somos todos calorosos e não há preconceitos raciais. Mas a verdade é que esse seu texto, meu amigo, ele diz toda a realidade. O negro no Brasil é violado todos os dias, com ofensas verbais, físicas e morais. Uma grande tristeza visto que a maioria das pessoas descendem de negros (assim como eu, que apesar disso, não sou negra).
    Muito me entristece de ler esse texto e encarar as coisas com os seus olhos. Infelizmente o Brasil não tem essa consciência sobre a Africa ser um continente com tantos países com cultura tão diversificada. Nós somos ignorantes e parece que ninguém sequer se importa de querer saber de onde vem a nossa descendência negra (ah, mas a europeia todo mundo sabe).
    Excelente (e triste) texto. Lamento por todas as adversidades que você encontrou. Eu espero que apesar de tudo, você tenha boas experiências aqui e que você não se cale. Você não está errado. Eu acredito que a consciência coletiva comece a partir de apelos como esse. Obrigada por compartilhar. Fique bem, não se deixe abater, tenha sucesso.

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  19. Incrível reflexão, Fleury.
    Eu sou enfermeira pela UFF, negra, carioca, gay. Tenho tudo que as pessoas mais julgam na vida! Durante o início graduação estive sempre na defensiva em relação à cota racial. Sempre contra mesmo e com muitos argumentos acerca… Penso agora que se tivesse tido contato com relatos como esse teria pensado mto melhor a respeito. Só comecei a perceber o pulo do gato muito depois, pois durante a minha vida não tinha passado por esse tipo de discriminação, mesmo na escola de freiras, onde só tinha gente branca, em que estudei por toda a infância e adolescência. Minha realidade não me permitiu ver comk é estar no mundo a vera.
    Espero que seu relato toque outras pessoas… É muito difícilpensar em ter filhos nesse lugar em que quase toda a população é negra e TODOS desconfiam de TODOS mas temos mesmo é que nos empodeirar!

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  20. Oi Fleury, tudo bem?
    Obrigada pelo seu texto. Minha avó era bem pretinha, linda, mas eu sou branquela azeda. Tenho que te dizer que apesar de não ter « moral » para avaliar o peso da questão racial aqui no Brasil, toda vez que vejo/ leio/ ouço histórias discriminatórias como essa que compartilhou me dói na alma.
    Acredito que a melhor forma de ganhar a guerra é se mostrar orgulhoso das suas origens, e contar com o apoio (graças a Deus cada vez maior) das pessoas libertas desse tipo de limite.
    Um beijo!

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  21. Fleury boa noite!

    Em primeiro lugar quero parabenizar pelas palavras e peço desculpas pelo ocorrido e dizer que Graças a Deus nem todos os brasileiros são pensam e agem desta forma que muitas vezes é tão cruel para com os negros.
    Infelizmente este ocorrido acontece com frequência em país, como não bastasse toda escravidão de 500 anos o preconceito ainda existe.
    Um país Afrodescentende, com toda rica cultura africana espalhada em várias regiões e no entanto presenciamos esta barbárie.
    Espero que um dia todo preconceito possam ser erradicados da face da Terra.
    Para Deus somos uma única Raça humana que muitas vezes é desumana com os seus.

    Se quiser conversar, aqui vai meu facebook Rosangela de Melo e construir uma amizade.

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  22. Ao mesmo tempo que gostei do seu post, fico entristecida com esta realidade. Realmente o fato de se ter instrução não é pré requisito para que ocorra o respeito que os negros e tantas outras pessoas que fazem parte da nossa diversidade merecem! Espero que as boas pessoas que conheça neste país se sobressaíam às infelizes preconceituosas que cruzarem o seu caminho. Boa sorte e fique em paz!

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  23. Se eu pudesse falar por todos os brasileiros, eu falaria. Mas, infelizmente, eu não posso. Se as minhas desculpas servissem para apagar as situações de preconceito que você e todos os negros passam, eu pediria desculpas. Eu juro que meu coração tá apertado e eu não consegui chegar ao final do texto porque eu fiquei tão magoada e envergonhada, que simplesmente não consegui. Existem pessoas boas aqui, não são todos que são ruins e ignorantes. Existem muitos que não são negros e lutam sim pela igualdade racial porque eles são à favor da VIDA. Nós somos à favor de GENTE, gente de carne e osso, não gente de carne, osso e cor. Se o mundo fosse cego, talvez seria um pouquinho melhor, porque mesmo tendo a capacidade de ver, muitos continuam cegos pelo o que a sociedade ou a mídia impõe. Pois é, não somos o país livre de preconceito e o mundo está em constante evolução, então acredito que não exista o país perfeito, livre de preconceito e afins. Eu posso afirmar que não vai ficar mais fácil agora, mas posso afirmar também que você faz parte da luta para que daqui uns anos o MUNDO que deixaremos para nossos herdeiros será um mundo com mais amor e mais respeito… Boa sorte nessa jornada. Você levou com você um pedacinho do meu coração.

    Aimé par 1 personne

  24. Olá, Gostei muito do seu texto e concordo no Brasil existe muito preconceito ainda e acredito eu que exista em todo mundo, sou baiana e negra, e tive a oportunidade de estudar na Europa, e eu nunca sofri preconceito lá! em nenhum país que visitei acho que foi sorte a mesmo, mas alguns amigos me contaram algumas situações! Enfim quero te desejar todo o sucesso conheci muitos como você que estavam lá (na europa) estudando, e buscando um futuro melhor, eu acredito que o racismo não é contra o negro é contra o pobre e se você for preto e pobre aí… complica mais. O pessoal do sul, alguns sempre soam com um ar de superioridade,, acreditam na soberania do rio grande e bla bla bla, mas quando eles saem pro mundo ver que não é nada disso que essas coisas pouco importa, afinal pra grande maioria dos estrangeiros o Brasil tem o rio de janeiro como capital e fala brasileiro kkkkkk enfim…. a realidade da bahia é uma, nunca fui no sudeste só de passagem e não troco a minha terrinha por país nenhum, não há povo mais acolhedor! Bola pra frente o brasil é o país das desigualdades….

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  25. Parabéns pelo texto! Amo o Rio, estudei na UFRJ e sofri alguns preconceitos. Sou branca e de olhos verdes, mas quando eu dizia que era da Bahia eles não acreditavam, mesmo ouvindo meu sotaque. Achavam que eu era do Sul, que se era pra ser da Bahia tinha que ser negra. Em relação ao « é tudo a mesma coisa », o carioca é o povo mais sem noção de geografia que eu conheci. Até os professores do mestrado achavam que o Nordeste era um estado, e usavam essa frase aí acima. Quando eu ia almoçar com a turma eles diziam que eu era uma baiana falsificada, pois não comia farinha nem pimenta. Enfim, termine sua faculdade e volte pra seu continente, pois aqui você viverá sempre à sombra do preconceito.

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  26. Olá, Feury.

    Essa madrugada, estava lendo sobre a médica Julia Rocha, porque fiquei encantada e feliz com a atitude dela, em ser humana e defender as pessoas que conversam diferente, e cheguei ao seu texto publicado no mesmo site (pragmatismo político) e fiquei absolutamente surpresa e triste.
    Não pude conter as lágrimas, pois eu sinceramente não acreditava ser assim, visto que eu mesma não sou racista e criei meus filhos dessa forma, mas vi que nem mesmo essa médica, que teve a atitude ética e humana, escapou daqueles que ainda estão na escuridão.

    E é isso que eu gostaria de falar com você, que construiu um texto calmo e explicativo, me incentivando a vir conversar, para que possamos todos juntos, de alguma forma, fazer algo sobre essa questão mundial, já que somos todos humanos e portanto, pra mim, essa é a única raça à qual pertencemos.

    Sou escritora, roteirista, e todas as minhas obras são voltadas ao comportamento humano.
    Conheça meu facebook e acesse algumas frases e textos meus através dele para confirmar isso.

    Eu acredito, Fleury, que não são só as pessoas negras (agora já não sei ao certo se é para me referir quando isso fizer diferença como agora, com a palavra « negro » ou « preto ». Desculpe, eu não consigo parar de chorar, você não pode ver, mas é que eu absolutamente não consigo ver com naturalidade essa diferença pois para mim ela não existe e é muito doído ver a maldade se manifestando, onde quer que ela se manifeste) que sofrem o racismo.
    Os mexicanos, os espanhóis, os indianos, os judeus, os índios, enfim, uma série de pessoas de regiões diferentes nesse imenso planeta no qual vivemos, sofre discriminação.

    Depois seguem as crianças e adolescentes sofrendo bullying nas escolas e em todo lugar porque são obesas, deficientes físicos, usam óculos, são mais altas que a média ou são mais baixas, ou são pobres… enfim, percebi claramente que todos que estão fora de um padrão são repelidas.

    Mas de onde vem esse padrão?

    Há séculos atrás, os senhores, os doutores, os advogados, eram somente brancos?

    Mas e os egipcios? Os faraós, por exemplo, não eram brancos.

    Então como foi que « branco » passou a ser a cor padrão?

    Eu acredito que, a publicidade, faça ficar conhecida qualquer coisa ou fato.

    Geralmente nos livros escolares de HIstória, aprendemos sobre a escravidão e vemos claramente ilustrado, pessoas negras descalças fazendo trabalhos forçados e sofrendo castigos absurdos.
    Nos museus, vemos correntes e tantos outros « equipamentos » utilizados para aprisionar as pessoas que eram escravizadas.
    Na primeira vez que me deparei com um disparate desse eu tinha 8 anos e minha mãe teve que sair correndo comigo do lugar por vergonha porque eu não parava de chorar ao imaginar pessoas fazendo isso com outras pessoas.

    Então, eu percebo que os livros de História, provavelmente dos lugares onde eram apenas pessoas dessa etnia as escravizadas, estejam disseminando esse « padrão » e essa « divisão » pois os mesmos livros trazem as pessoas brancas como as escravizadoras e ricas, uma vez que elas é que tinham o dinheiro para « comprarem » escravos para trabalharem em seus projetos de invasão (nos livros nomeados de « conquistas ») e propriedades.

    *Outro dia é que vim saber que as próprias pessoas de uma região/país capturavam e vendiam seus conterrâneos como forma de comércio para terem dinheiro.

    A ganância, Fleury, é o mal desse mundo. Ela coloca as correntes em todos e em tudo, divide e origina atrocidades tanto contra as pessoas, como contra os animais e a natureza.

    Em outros países, devem estudar em sua História, outros acontecimentos ou fatos, onde provavelmente os negros não eram as únicas pessoas escravizadas.
    Mas acho que podem ter sido maioria, já que a África é um grande continente e o mundo habitado da época, tinha fácil acesso à essa região, mas « As índias » conforme antes era chamada a Índia, também foi bastante explorada, assim como a Espanha e com certeza outros lugares onde o povo era mais suscetível à dominação.

    Vejo que embora as culturas sejam bastante definidas, em todos os países há influência de culturas, idiomas, culinária, religião.

    Mas veja, Jesus é seguido por pessoas do mundo inteiro e não era loiro de olhos azuis.

    Por outro lado, Hitler quis « purificar a raça » mas só perseguiu judeus ignorando todas as outras.

    E chegamos ao século 21.

    Com a liberdade de expressão sendo usufruída, pessoas de todos os tipos de pensamentos manifestam suas opiniões.

    Ficamos espantados, mas esse é o momento para que todos possamos nos entender.
    Pois agora temos um meio de comunicação que facilita isso.

    Esse é o momento de darmos luz aos nossos pensamentos e mantê-los lá, para que possam ser realmente expurgados aqueles pensamentos que não são civilizados pelo senso de humanidade.

    Na verdade, Flery, somos selvagens e estamos aos poucos, nos tornando pessoas, segundo minha opinião.
    Veja os atos praticados por humanos, que a própria História nos diz.
    Veja os dias de hoje, onde ainda se pratica a selvageria contra humanos e contra animais, que são consumidos normalmente no dia a dia, sendo criados e comercializados como alimentos.

    A desigualdade está também no tratamento que se dá aos animais, pois enquanto a vaca é um animal sagrado em uns lugares, em outro ela é servida como alimento naturalmente.

    Enquanto cachorros têm roupas e sapatos vendidos em lojas e cavalos são bem criados para ganharem corridas, galinhas, porcos, bois, vacas, coelhos, avestruzes, carneiros, caranguejos, siris, lagostas, polvos, cações, namorados, badejos, e tantos outros, são servidos como alimentos, naturalmente.

    Perceba que a desigualdade é a origem de um comportamento em geral, e não apenas direcionado à uma etnia ou região.

    Aqui por exemplo, em minha cidade, a administração pública cercou áreas para preservação defendendo um tipo de vegetação, com troncos de árvores. Ora, não são todas pertencentes à natureza? Então como podem arrancar árvores e fazerem paus para cercarem em proteção, outra parte da natureza?

    Entende?

    A desigualdade é uma característica do comportamento humano,

    E isso porque ainda estamos em evolução, a passos lentos, muito lentos, sobre a igualdade. Em tudo. Ela está em todas as áreas.

    O ser humano, pelo que percebi, é uma raça ainda em construção.
    E a ignorância em que vive, causando injustiças, perseguições, imposição de padronizações tanto etnicas, quanto culturais,

    E isso vai contra à liberdade de expressão, que vai muito além de algumas palavras em comentários nas redes sociais.

    Liberdade de expressão é na verdade liberdade de exercer-se.
    Manifestar a própria essência, para que assim, desabrochando-se, possa cada um, conhecer-se.
    Sim, « conhecer-se ».
    Às vezes, vejo o planeta Terra como uma espécie de triagem, pois como foi nos concedido apenas um espaço de tempo aqui, ao sairmos vamos para outro lugar de acordo com nossas ações aqui. E precisamos da « liberdade de expressão » para agirmos e assim, podermos nos conhecer.

    Talvez por isso as religiões tenham falado tanto em céu e inferno, como ilustrações de lugares pra onde se vai « depois » daqui como castigo ou recompensa pelos nossos atos.

    Dessa forma, vamos encontrar nesse mundo, todo tipo de gente, leia-se « pensamento », opinião, manifestada, « expressada » pela « liberdade » natural em cada um, concedida à cada um pelo próprio Criador de tudo.

    Então, acredito que ao nos depararmos com os fatos que são originados pelo modo de pensar de cada um, cada um de nós vai reagindo e também agindo de acordo com o contato com esses atos, usufruindo a liberdade a todos concedida, e assim, aos poucos nos construindo, de acordo com nossas reações às justiças ou injustiças que vemos.

    No final das contas, não existe um padrão étnico na minha opinião.

    Existe, originado pela ganância, como eu disse anteriormente, que é o mal desse mundo, o padrão do Belo e do Forte, onde o bonito é algo com o qual as pessoas se deslumbrem e que possam se impor como é o caso de quem tem mais dinheiro, armas ou força física.

    Tudo que o ser humano, ainda em estado selvagem, ou seja, de animal, desejar « ter » será transformado em padrão, E você sabe, basta um grande número de algo (pode ser reação ou existência) para se criar um padrão.

    E como o ser humano está ainda em grande número na escuridão, padrões isentos de bom senso se criam, que é o desejo de ser poderoso e submeter o outro, pelo desejo de ser poderoso.

    E o que seria sinônimo de poder?

    O que aprendemos na escola:

    > As pessoas de pele branca, pois elas é que tinham poder sobre as outras, por causa do poder que tinham, que era dinheiro, ouro, armas.

    E era só esse para essas pessoas o motivo pelo qual invadiam terras: para terem poder sobre outras que tentariam também submetê-las.

    Não é assim até hoje?
    Cada país não fica aí criando armas e bombas de todos os tipos, para manter-se maior que outro, inimidando uns aos outros para não serem submetidos?

    E não são só as pessoas de pele branca, mas todos os países, de todas as etnias fazem isso.

    Daí, para não ser submetido, buscou-se e busca-se constantemente:

    > Dinheiro (para comprar terras, pessoas, armas, luxo, confortos, facilidades, poder, medo)
    > Características brancas (que eram as pessoas que são restratadas em alguns países como as mais poderosas)

    Mas embora Hilter fosse alemão, não podemos dizer que a Alemanhã inteira seja como ele.
    E embora no Brasil e em outros países tenha pessoas racistas, não se pode dizer que o país inteiro seja racista.

    Isso seria generalizar e generalizar é um erro que propagaria mais erro,

    Devemos, eu creio, já que todos que não têm poder (dinheiro) independente de sua etnia, idade, e condição física, (pois você sabe que ser branco não é sinônimo de ser rico) mudar não o passado, pois é impossível, mas o futuro.

    E como seria isso?

    Cosntruindo um presente onde vamos nos valendo de amor e não de ódio, união e não de desunião, disseminação de entendimento e com ela a luz, para que a ingorância seja extinta da face da Terra, e não as pessoas, como é o que faz o ódio, movido pela ganância e pelo desentendimento.

    O Amor, é mesmo o caminho à evolução.

    Eu aconselho não cultivar o ódio das pessoas que ainda estão na escuridão e por isso agridem.
    Eu sugiro que nós demos força ao amor, e não ao ódio.
    Como?

    Não cultivando a tristeza que as pessoas racistas causam com suas atitudes.
    Não cultivando o ódio que se origina dessa tristeza causada pelo desamor.

    Cultivando a irmandade.
    Mas não apenas entre uma parte da raça humana que tem essa ou aquela caracteristica em seus corpos perecíveis com o tempo, mas entre todos aqueles que assim como eu, você e muitos outros, desejamos a paz, o amor, e a fraternidade entre todos.

    Juntos, somos mais,
    Juntos, somos um mais completo.

    Costumo dizer em meus livros que a palavra HUMANO vem de « HUM » porque somos um único tipo de ser nesse planeta diferentes apenas para que não seja entendiante e por mera afinidade ao clima em que nascemos.

    E de « MANOS » porque na verdade é o que somos.
    Portanto, assim devemos viver e conviver.

    Vamos mudar o mundo?

    😉

    Facebook:siimdantas
    (Gilsara Mattos (Gil) )

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  27. Olá, Feury.

    Essa madrugada, estava lendo sobre a médica Julia Rocha, porque fiquei encantada e feliz com a atitude dela, em ser humana e defender as pessoas que conversam diferente, e cheguei ao seu texto publicado no mesmo site (pragmatismo político) e fiquei absolutamente surpresa e triste.
    Não pude conter as lágrimas, pois eu sinceramente não acreditava ser assim, visto que eu mesma não sou racista e criei meus filhos dessa forma, mas vi que nem mesmo essa médica, que teve a atitude ética e humana, escapou daqueles que ainda estão na escuridão.

    E é isso que eu gostaria de falar com você, que construiu um texto calmo e explicativo, me incentivando a vir conversar, para que possamos todos juntos, de alguma forma, fazer algo sobre essa questão mundial, já que somos todos humanos e portanto, pra mim, essa é a única raça à qual pertencemos.

    Sou escritora, roteirista, e todas as minhas obras são voltadas ao comportamento humano.
    Conheça meu facebook e acesse algumas frases e textos meus através dele para confirmar isso.

    Eu acredito, Fleury, que não são só as pessoas negras (agora já não sei ao certo se é para me referir quando isso fizer diferença como agora, com a palavra « negro » ou « preto ». Desculpe, eu não consigo parar de chorar, você não pode ver, mas é que eu absolutamente não consigo ver com naturalidade essa diferença pois para mim ela não existe e é muito doído ver a maldade se manifestando, onde quer que ela se manifeste) que sofrem o racismo.
    Os mexicanos, os espanhóis, os indianos, os judeus, os índios, enfim, uma série de pessoas de regiões diferentes nesse imenso planeta no qual vivemos, sofre discriminação.

    Depois seguem as crianças e adolescentes sofrendo bullying nas escolas e em todo lugar porque são obesas, deficientes físicos, usam óculos, são mais altas que a média ou são mais baixas, ou são pobres… enfim, percebi claramente que todos que estão fora de um padrão são repelidas.

    Mas de onde vem esse padrão?

    Há séculos atrás, os senhores, os doutores, os advogados, eram somente brancos?

    Mas e os egipcios? Os faraós, por exemplo, não eram brancos.

    Então como foi que « branco » passou a ser a cor padrão?

    Eu acredito que, a publicidade, faça ficar conhecida qualquer coisa ou fato.

    Geralmente nos livros escolares de HIstória, aprendemos sobre a escravidão e vemos claramente ilustrado, pessoas negras descalças fazendo trabalhos forçados e sofrendo castigos absurdos.
    Nos museus, vemos correntes e tantos outros « equipamentos » utilizados para aprisionar as pessoas que eram escravizadas.
    Na primeira vez que me deparei com um disparate desse eu tinha 8 anos e minha mãe teve que sair correndo comigo do lugar por vergonha porque eu não parava de chorar ao imaginar pessoas fazendo isso com outras pessoas.

    Então, eu percebo que os livros de História, provavelmente dos lugares onde eram apenas pessoas dessa etnia as escravizadas, estejam disseminando esse « padrão » e essa « divisão » pois os mesmos livros trazem as pessoas brancas como as escravizadoras e ricas, uma vez que elas é que tinham o dinheiro para « comprarem » escravos para trabalharem em seus projetos de invasão (nos livros nomeados de « conquistas ») e propriedades.

    *Outro dia é que vim saber que as próprias pessoas de uma região/país capturavam e vendiam seus conterrâneos como forma de comércio para terem dinheiro.

    A ganância, Fleury, é o mal desse mundo. Ela coloca as correntes em todos e em tudo, divide e origina atrocidades tanto contra as pessoas, como contra os animais e a natureza.

    Em outros países, devem estudar em sua História, outros acontecimentos ou fatos, onde provavelmente os negros não eram as únicas pessoas escravizadas.
    Mas acho que podem ter sido maioria, já que a África é um grande continente e o mundo habitado da época, tinha fácil acesso à essa região, mas « As índias » conforme antes era chamada a Índia, também foi bastante explorada, assim como a Espanha e com certeza outros lugares onde o povo era mais suscetível à dominação.

    Vejo que embora as culturas sejam bastante definidas, em todos os países há influência de culturas, idiomas, culinária, religião.

    Mas veja, Jesus é seguido por pessoas do mundo inteiro e não era loiro de olhos azuis.

    Por outro lado, Hitler quis « purificar a raça » mas só perseguiu judeus ignorando todas as outras.

    E chegamos ao século 21.

    Com a liberdade de expressão sendo usufruída, pessoas de todos os tipos de pensamentos manifestam suas opiniões.

    Ficamos espantados, mas esse é o momento para que todos possamos nos entender.
    Pois agora temos um meio de comunicação que facilita isso.

    Esse é o momento de darmos luz aos nossos pensamentos e mantê-los lá, para que possam ser realmente expurgados aqueles pensamentos que não são civilizados pelo senso de humanidade.

    Na verdade, Flery, somos selvagens e estamos aos poucos, nos tornando pessoas, segundo minha opinião.
    Veja os atos praticados por humanos, que a própria História nos diz.
    Veja os dias de hoje, onde ainda se pratica a selvageria contra humanos e contra animais, que são consumidos normalmente no dia a dia, sendo criados e comercializados como alimentos.

    A desigualdade está também no tratamento que se dá aos animais, pois enquanto a vaca é um animal sagrado em uns lugares, em outro ela é servida como alimento naturalmente.

    Enquanto cachorros têm roupas e sapatos vendidos em lojas e cavalos são bem criados para ganharem corridas, galinhas, porcos, bois, vacas, coelhos, avestruzes, carneiros, caranguejos, siris, lagostas, polvos, cações, namorados, badejos, e tantos outros, são servidos como alimentos, naturalmente.

    Perceba que a desigualdade é a origem de um comportamento em geral, e não apenas direcionado à uma etnia ou região.

    Aqui por exemplo, em minha cidade, a administração pública cercou áreas para preservação defendendo um tipo de vegetação, com troncos de árvores. Ora, não são todas pertencentes à natureza? Então como podem arrancar árvores e fazerem paus para cercarem em proteção, outra parte da natureza?

    Entende?

    A desigualdade é uma característica do comportamento humano,

    E isso porque ainda estamos em evolução, a passos lentos, muito lentos, sobre a igualdade. Em tudo. Ela está em todas as áreas.

    O ser humano, pelo que percebi, é uma raça ainda em construção.
    E a ignorância em que vive, causando injustiças, perseguições, imposição de padronizações tanto etnicas, quanto culturais,

    E isso vai contra à liberdade de expressão, que vai muito além de algumas palavras em comentários nas redes sociais.

    Liberdade de expressão é na verdade liberdade de exercer-se.
    Manifestar a própria essência, para que assim, desabrochando-se, possa cada um, conhecer-se.
    Sim, « conhecer-se ».
    Às vezes, vejo o planeta Terra como uma espécie de triagem, pois como foi nos concedido apenas um espaço de tempo aqui, ao sairmos vamos para outro lugar de acordo com nossas ações aqui. E precisamos da « liberdade de expressão » para agirmos e assim, podermos nos conhecer.

    Talvez por isso as religiões tenham falado tanto em céu e inferno, como ilustrações de lugares pra onde se vai « depois » daqui como castigo ou recompensa pelos nossos atos.

    Dessa forma, vamos encontrar nesse mundo, todo tipo de gente, leia-se « pensamento », opinião, manifestada, « expressada » pela « liberdade » natural em cada um, concedida à cada um pelo próprio Criador de tudo.

    Então, acredito que ao nos depararmos com os fatos que são originados pelo modo de pensar de cada um, cada um de nós vai reagindo e também agindo de acordo com o contato com esses atos, usufruindo a liberdade a todos concedida, e assim, aos poucos nos construindo, de acordo com nossas reações às justiças ou injustiças que vemos.

    No final das contas, não existe um padrão étnico na minha opinião.

    Existe, originado pela ganância, como eu disse anteriormente, que é o mal desse mundo, o padrão do Belo e do Forte, onde o bonito é algo com o qual as pessoas se deslumbrem e que possam se impor como é o caso de quem tem mais dinheiro, armas ou força física.

    Tudo que o ser humano, ainda em estado selvagem, ou seja, de animal, desejar « ter » será transformado em padrão, E você sabe, basta um grande número de algo (pode ser reação ou existência) para se criar um padrão.

    E como o ser humano está ainda em grande número na escuridão, padrões isentos de bom senso se criam, que é o desejo de ser poderoso e submeter o outro, pelo desejo de ser poderoso.

    E o que seria sinônimo de poder?

    O que aprendemos na escola:

    > As pessoas de pele branca, pois elas é que tinham poder sobre as outras, por causa do poder que tinham, que era dinheiro, ouro, armas.

    E era só esse para essas pessoas o motivo pelo qual invadiam terras: para terem poder sobre outras que tentariam também submetê-las.

    Não é assim até hoje?
    Cada país não fica aí criando armas e bombas de todos os tipos, para manter-se maior que outro, inimidando uns aos outros para não serem submetidos?

    E não são só as pessoas de pele branca, mas todos os países, de todas as etnias fazem isso.

    Daí, para não ser submetido, buscou-se e busca-se constantemente:

    > Dinheiro (para comprar terras, pessoas, armas, luxo, confortos, facilidades, poder, medo)
    > Características brancas (que eram as pessoas que são restratadas em alguns países como as mais poderosas)

    Mas embora Hilter fosse alemão, não podemos dizer que a Alemanhã inteira seja como ele.
    E embora no Brasil e em outros países tenha pessoas racistas, não se pode dizer que o país inteiro seja racista.

    Isso seria generalizar e generalizar é um erro que propagaria mais erro,

    Devemos, eu creio, já que todos que não têm poder (dinheiro) independente de sua etnia, idade, e condição física, (pois você sabe que ser branco não é sinônimo de ser rico) mudar não o passado, pois é impossível, mas o futuro.

    E como seria isso?

    Cosntruindo um presente onde vamos nos valendo de amor e não de ódio, união e não de desunião, disseminação de entendimento e com ela a luz, para que a ingorância seja extinta da face da Terra, e não as pessoas, como é o que faz o ódio, movido pela ganância e pelo desentendimento.

    O Amor, é mesmo o caminho à evolução.

    Eu aconselho não cultivar o ódio das pessoas que ainda estão na escuridão e por isso agridem.
    Eu sugiro que nós demos força ao amor, e não ao ódio.
    Como?

    Não cultivando a tristeza que as pessoas racistas causam com suas atitudes.
    Não cultivando o ódio que se origina dessa tristeza causada pelo desamor.

    Cultivando a irmandade.
    Mas não apenas entre uma parte da raça humana que tem essa ou aquela caracteristica em seus corpos perecíveis com o tempo, mas entre todos aqueles que assim como eu, você e muitos outros, desejamos a paz, o amor, e a fraternidade entre todos.

    Juntos, somos mais,
    Juntos, somos um mais completo.

    Costumo dizer em meus livros que a palavra HUMANO vem de « HUM » porque somos um único tipo de ser nesse planeta diferentes apenas para que não seja entendiante e por mera afinidade ao clima em que nascemos.

    E de « MANOS » porque na verdade é o que somos.
    Portanto, assim devemos viver e conviver.

    Vamos mudar o mundo?

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  28. O mais doido é que os mesmos racistas brasileiros, que oprimem os negros aqui no Brasil, quando vão para os EUA e Europa são tratados como cucarachas, latinos …

    Melhorem, a cor da pele é só a cor da pele. A opressão centenária tem que ser paga em forma de cotas, pois os jovens negros claramente não tem as mesmas oportunidades que um jovem branco.

    Papo reto com KL Jay :

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  29. Não entendi uma coisa, se quer dar poder ao povo preto por que não começa no continente onde a maioria é negro e faz o resto do mundo ter unanimemente diferente da miséria e violência que é passada de lá? Pra que vir ao Brasil pra querer criticar como o país funciona? Não faz sentido eu me mudar para um país onde a cultura não me interesse, ou pior, onde a cultura seja pior que a do meu país de origem.

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  30. Caro Fleury, li seu texto e me bateu UMA PREGUIÇA gigante
    1o Você reclama que ninguem ouviu falar do TOGO… E Ninguem conhece mesmo. Vai chorar? Se nem o Brasil famoso pelo futebol e tantas coisas também é vitima do desconhecimento mundo afora, imagina o Togo? Não conheço nenhum artista ou nada que veio de lá. Outro dia um amigo mexicano reclamou que mexicanos são vistos pelo esteriotipo SOMBRERO E BIGODE. Imagina Togo? engole o choro.

    Depois vc reclama do « padrão de beleza » . Do que vc pensa que brasileiro acha ou não Bonito

    Na boa cara. SOMOS O PAIS MAIS MISCIGENADO DO MUNDO. E ARRISCO DIZER QUE O MAIS TOLERANTE

    Achou ruim vaza. Pelo que sei, tendo amigos amigos de Angola, Moçambique e Burkina Faso ((país vizinho ao seu) A maioria dos paises são dividos em TRIBOS E ETNIAS, fazendo uma segreção entre si e quase sempre em guerra civil. Algo comum na maioria dos paises africanos.

    Sabe como os escravos paravam aqui? Eram prisioneiros de guerra tribais. Ou seja, POVO « PRETO » VENDENDO POVO « PRETO »

    Volta lá pra Africa. Vc provalvelmente seria MUITO MAIS SEGRAGADO em qualquer país africano formado por POVO PRETO

    Nós que não queremos alguem com sua cabeça, que ao inves de unir a nossa população quer dividir ela pela quantidade de melanina. Esse papo vitimista não cola.

    PS: Racismo é crime inafiançável no Brasil. Pense mil vezes antes de acusar um brasileiro de racismo, pq imputar a alguém crime de forma falsa também é.

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    1. Evaristo Neto: Somos miscigenados sim, mas se você lembra das aulas de historia saberá exatamente como essa miscigenação aconteceu! Alias, você também não deve lembrar das aulas de geografia, pois se tivesse saberia dos países que existem no continente Africando, e conheceria o Togo (mesmo não conhecendo ninguém famoso de lá). Sua retórica e bastante trivial e estereotipada. Por favor eduque-se e eleve a sua humanidade pois pela sua postagem você deixa muito a desejar.

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  31. Cara! Isso é muito bom! Deu vontade de beber contigo conversando altas coisas sobre racismo e universiddes e racismo nas universidades e sobre o meu país. Esse é o comentário mais inteligente que posso fazer hahahaha
    E seu português é muito bom, você escreve muito bem. Um dia meu francês chega nesse nível, mas tá difícil, viu?? 😛

    Ps.: na minha uni federal, onde faço Direito, quase não vemos negros. É quase óbvio e é muito triste.

    Beijinhos

    Aimé par 1 personne

  32. Fico muito triste em ler seu texto, Fleury. Vejo a realidade das suas palavras todos os dias nas ruas. Na minha opinião, um grande fator que contribui com a formação do preconceito entre etnias no Brasil é a escola.

    As aulas de história e geografia, desde o primário, negam completamente a história da Africa – os professores nos ensinam que os africanos vieram para o Brasil serem escravos e não aprendemos nada sobre o que se passou antes desse terrível fato. É como se os africanos não existissem antes da escravidão no Brasil. As escolas não nos ensinam sobre a diversidade cultural africana, seus sistema de crenças ou sua fauna/flora local.

    O mesmo acontece com os índios brasileiros. Aprendemos na escola a resposta para a pergunta « Quem descobriu o Brasil? », decoramos que foi o português « Pedro Alvares Cabral », mas nada aprendemos sobre a cultura indígena, ou seja, o que havia aqui antes da « descoberta »? Assim como os africanos são apresentados na escola como escravos, os índios são apresentados como um povo pouco inteligente, indecente e preguiçoso.

    Falo tudo isso, por que realmente acredito na papel da escola em formar cidadãos que olham para países, continentes e pessoas de diferentes etnias e enxergam a diversidade e a complexidade deles/delas. Eu sonho com uma escola que promove o amor entre todas as etnias, uma escola que promove a igualdade, o amor e empatia.

    Te desejo muito sucesso no seu trabalho como médico e muita força para continuar lutando contra o preconceito.
    Beijos

    Aimé par 1 personne

  33. Fiquei muito triste de ver sua mensagem e, honestamente, fico triste quando alguém vem para o Brasil e quer ir embora por qualquer razão que seja, imagina por tamanho preconceito. Sei que você sabe que não é assim que todos os brasileiros pensam, mas infelizmente, e muitos trabalhos tem sido feitos pelo movimento negro e outros movimentos culturais/sociais
    para mudar essa realidade, o racismo é uma triste realidade no Brasil.
    Minhas sinceras desculpas pelo sofrimento que a falta de senso de igualdade dos meus conterrâneos tem te causado.
    Se uma sugestão não for algo muito ousado e abusado, gostaria de sugerir que você conhece outras realidades no Brasil para além da carioca, especialmente nas cidades pequenas, de menos de 20mil habitantes onde a realidade não é, de modo alguma, parecida com a das grandes cidades tanto em termos de infraestrutura quanto em termos de comportamento.
    Desejo a você muito sucesso.

    Aimé par 1 personne

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